As pessoas mentem pra se proteger. Só eu que ainda não aprendi a fazer isso. É a minha loucura sem cura de dar a cara a tapa. Prefiro pedir perdão pelos meus erros, do que esconder minhas verdades pra ter um amor não merecido. Quem ama perdoa, sem vírgulas.E eu escolho pôr o sentimento á prova. É a minha loucura sem cura de escolher a dor da realidade do que um falso paraíso. Não quero nada que não seja genuíno. Guarde suas mentiras pra quem prefere a fantasia. Eu prefiro a verdade. Só a verdade. Sem ela eu perco o entusiasmo. Não sei brincar de faz-de-conta. Deve ser por isso que minhas histórias nunca terminam com um feliz pra sempre. Histórias com feliz pra sempre não são reais. E eu abro mão do meu feliz pra sempre pela liberdade de ser quem eu sou, com todos os absurdos que isso significa. E só agora eu percebi, que dizer sempre a verdade é a melhor proteção que existe. É uma pena que sejam raras as pessoas que sabem disso.
Eu só te peço uma coisa: Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.
Nunca espere demais, da vida ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você.
°° O pôr-do-dol tem a cor do teu sorriso; tem a calmaria da tua voz; tem o brilho dos teus olhos; e me traz uma paz que me lembra você. Mas assim como o pôr-do-sol, você acaba. O tempo de apreciação e de encantamento é curto, repentino. E mesmo que todos os dias o pôr-do-sol apareça, ele não é mais meu. Não é mais nosso. Você disse adeus, magoas nasceram e a noite caiu. A escuridão tomou conta de toda aquela cor, calmaria, brilho e paz. Agora só me resta esperar o dia nascer e torcer para que o próximo pôr-do-dol me devolva você. °°
-Luisa Helena-
“O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.” Luís Fernando Verissímo.
(Source: cetamourenmoi)








